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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Enigma da Generosidade dos Pães

Perambulavam por essas paragens, em tempos a muito ido, dois aventureiros, que um dia por uma acaso do destino encontraram um pobre viajante, roto e ferido, que após socorrido , narrou a sua história, uma historia na qual ele havia sido atacado por bandidos e deixado para morrer a beira da estrada, o que realmente teria acontecido se não tivesse sido o auxilio dos dois aventureiros. 

Com o cair da noite, o grupo , então agora composto pelos dois aventureiros e o viajante, decidiram levantar acampamento, momento no qual o viajante indagou aos aventureiros:
 - Por acaso trazem vós algo que eu possa comer ? Estou quase a morrer de fome!
- Tenho de resto , 3 pães - disse um.
- Trago comigo ainda 5 - afirmou o outro.
- Pois juntemos esses pães e façamos uma sociedade única e repartamos cada pão em 3 partes iguais para cada um coma uma delas e comamos todos igualmente, por que os deuses os recompensarão por sua generosidade para comigo.

E assim o fizeram, e na manhã seguinte, o viajante não estavam mais entre eles e onde era o seu leito, havia no lugar uma bolsa de couro, com 8 diamantes. Como dividiriam de forma justa tal dádiva ?  


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Codex Gigas - Gancho para Aventura.

O mundo é repleto de lendas e mitos, não há quem possa negar ,assim como também não é raro que a obscuridade de algumas histórias acabe gerando uma nova lenda, uma versão ainda mais fantasiosa do que realmente aconteceu. Graças a isso, nós jogadores de RPG, podemos em momentos de pouca criatividade recorrer a essas lendas do mundo real para encontrar aquela inspiração tão necessária ao nosso hobby.

Em um dia desses de pouca inspiração e após dar uma passada no blog Mundo Tentacular, me lembrei da história do Codex Giga e surgiu a ideia de escrever uma aventura com base na lenda do livro. Hoje , venho compartilha-la com vocês.

Codex Gigas


Considerado por historiadores como o maior manuscrito medieval , pesando cerca de 75 kg e medindo 92 cm de altura, 50 cm de largura e 22 cm de espessura e com um total de 310 folhas de velino, o códice que provavelmente foi escrito por monges beneditinos é conhecido em muitos lugares como a Biblia do Diabo, devido a uma grande figura do diabo no seu interior e da lenda em torno da sua criação.


A Lenda.


Ha de saber que, segundo a lenda,  um monge que quebrou os votos monásticos e foi condenado a ser murado vivo. A fim de evitar esta severa sanção, ele prometeu a criação, em uma única noite, de um livro que glorificaria o mosteiro para sempre e que incluiria todo o conhecimento humano. Perto da meia-noite, ele teve a certeza que não conseguiria concluir esta tarefa sozinho e, por isso, fez uma oração especial, não dirigida a Deus, mas ao arcanjo banido, Lúcifer, pedindo-lhe que o ajudasse a terminar o livro em troca da sua alma. O monge vendeu, assim, a sua alma ao diabo. Assim o manuscrito do monge foi concluído e acrescentada uma imagem do diabo como agradecimento pela sua ajuda.
Apesar desta lenda, o códice não foi proibido pela Inquisição e foi analisado por muitos estudiosos ao longo dos tempos.

Considerava-se por muito tempo que esta versão de condenação ao emparedamento do monge era verdadeira, devido à interpretação precipitada da palavra Inclusus, como sendo emparedamento. Na verdade foi reconsiderada esta tradução como sendo "recluso". Seria um monge que foi condenado, ou se condenou à reclusão no mosteiro para realizar o trabalho de uma vida. Se reforça essa versão pela "dedicatória" encontrada no final do livro: hermanus inclusus, ou "Herman, o recluso" ou "Herman, o enclausurado".


O Gancho.

Um monge que para escapar de uma condenação vende sua alma ao Diabo para conseguir escrever um códice contendo todo o conhecimento humano, é uma história digna de qualquer velho de taverna, mas e se no final das contas o monge foi trapaceado ? O conhecimento é uma coisa mutável em constante expansão, todos os dias são descobertas e inventadas novas coisas, assim novas páginas teriam que se acrescentadas ao códice de tempos em tempos. Assim sendo, Herman, o escriba , deveria passar toda a eternidade escrevendo e não apenas uma noite. E é exatamente isso que o demônio tem feito com ele.

Dizem  que quando os demais monges foram vê-lo pela manhã para descobrir se ele tinha conseguido seu intento de transcrever todo conhecimento humano para um livro, encontraram-no escrevendo freneticamente, com sua mão se movendo de uma forma inumana, folha após folha , escrevendo com o próprio sangue enquanto clamava por ajuda. Atrás de si, uma figura que poderia no minimo ser considerada saída de um pesadelo. 

Desesperados os monges abandonaram o monastério para nunca mais voltar, considerando o amaldiçoado para todo o sempre e pedindo que os deuses tenha piedade da alma de Herman, o escriba, condenado pela eternidade a jamais se alimentar, descansar ou mesmo morrer enquanto o códice não estiver terminado. 

Envolvendo os heróis:

Em cenários como Tormenta, onde exista uma ordem religiosa devotada ao conhecimento como a igreja de Tanna-toh, os aventureiros podem ser contratados por clérigos da deusa do Conhecimento, para encontrarem o tal Codex Gigas. Outras religiões podem querer destruir o livro dada a sua origem maligna.

Hermanus, o escriba, possuía um irmão que vem sendo acometido com terríveis pesadelos desde o fatídico destino de seu irmão. Ele busca por heróis bravos o suficiente para salvá-lo. Isso pode tanto ser algo verdadeiro, como um engodo , forjado pelo mesmo demonio que mantem a alma de Hermanus cativa. O demônio em questão planeja capturar  ou corromper os heróis através de pactos, da mesma forma que o escriba.

A presença demoníaca no monastério conspurcou toda a a região: as plantações não vingam, o gado morre, as crianças adoecem. As pessoas temem pelo pior e tem deixado a região em um exôdo massisso. A proximidade de um inverno rigoroso desencoraja os senhores feudais da região a receber em suas terras tantas bocas famintas.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Pedra Encantada de Brisingamen.

  Juntamente com o Hobbit esse é um dos livros que fizeram com que eu adquirisse gosto por ler e futuramente por mitologia e RPG ( acho que não necessariamente nessa ordem).

A Pedra Encantada de Brisingamen, livro do escritor Alan Garner baseado na lenda do Mago da Borda de Alderley ( The Wizard of Alderley Edge) , apresenta a história de um artefato, a pedra chamada Fogofrio, vital para a continuidade de uma poderosa magia, uma magia que mantém 140 cavaleiros de outra época em sono profundo até que sejam necessários novamente na batalha contra Nastrond, o grande espírito das trevas. 

No livro,o guardião da Pedra de Brisingamen, Cadellin Argentesta, um mago de barba branca, com cajado e tudo o mais ( qualquer semelhança com Gandalf ou Merlin, talvez não seja mera coincidência), se vê com sérios problemas quando um fazendeiro ganancioso leva do seu esconderijo a tal pedra do título. E de certa forma a moda do Um Anel, a pedra fica desaparecida por muito tempo até reaparecer com uma espécie de relíquia de família , passada de geração em geração pelos descendentes do tal fazendeiro, até chegar nos  irmãos Collin e Susan, protagonistas da história que só se dão conta de que existe algo de estranho acontecendo quando são perseguidos por servos das trevas, pela feiticeira Selina Place e o perverso mago Grimnir, ambos desejando possuir a pedra para seus próprios propósitos malignos. 


A história do livro tem até mesmo um desfecho que não fica devendo em nada a demais livros de fantasia, com direito a Susan, Collin e seus companheiros anões fazendo uma último momento de resistência para manter a pedra a salvo até a chegada do seu legitimo guardião.

Enfim, um bom livro, de leitura fácil e agradável, com magos , anões, bruxas, uma lenda sobre um espirito mal que retornará, cavaleiros esperando por uma batalha derradeira. Todos elementos que fizeram dessa uma leitura das mais memoráveis pra mim. Recomendo e muito.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Isso é uma cilada !



Em quase todas as aventuras que eu mestrei, eu percebi um detalhe muito interessante nos meus jogadores, eles às vezes estão tão havidos por se aventurarem, explorando masmorras, acumulando tesouros, ganhando pontos de experiência e ficando mais poderosos, que quase nunca (na verdade nunca) se preocupava muito com as verdadeiras motivações daqueles que os contratavam para missões. O NPC’s pedia que eles recuperassem um ídolo de ouro no fundo das ruínas de uma antiga civilização bárbara que cultuava os seres elementais e pronto, lá iam os aventureiros fazer os preparativos, equipamentos, montarias, magias, derrotavam os remanescentes dos bárbaros e armadilhas deixadas pelos mesmos para guardar suas tumbas e recuperavam o tal ídolo. Mas e se o ídolo fosse usado para fins malignos? Usado para libertar no mundo as mesmas forças elementais que heróis do passado se sacrificaram para banir desse plano?
Com base nessa ideia, escrevi essa mini-aventura que tem um final que pode ser surpreendente para jogadores que seguem essa linha de raciocínio, entrar na masmorra, matar monstros, pegar tesouro e sair.
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